Apresentei um trabalho com este título no XVII Encontro Nacional de Economia Política, organizado pela Sociedade Brasileira de Economia Política, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro entre os dias 5 e 8 de junho de 2012
Resumo:
A atual literatura sobre inovação apresenta divergências sobre o grau de importância dos Estados nação como promovedores de políticas industriais, científicas e tecnológicas; e o grau de importância das economias nacionais como espaço de interação entre os agentes da inovação. Algumas abordagens consideram que nas últimas três décadas, os Estados-nação perderam espaço em cima para as organizações supranacionais e empresas transnacionais, e embaixo para autoridades e agentes econômicos locais. Este trabalho teve como objetivo discutir estas abordagens, analisando a importância de políticas nacionais e locais de ciência e tecnologia na Europa na década de 2000. Foram feitos testes econométricos para determinar o impacto, a nível nacional e local, do investimento do setor público, de universidades e de empresas em P&D e da formação de cientistas e engenheiros no número de registro de patentes, da participação das empresas inovadoras no total das empresas e na participação das exportações de bens de alta tecnologia no total das exportações. Os testes demonstraram que o investimento de empresas em P&D exerce impacto positivo e significante sobre todas essas variáveis, ao contrário do que ocorre com o investimento do setor público e de universidades em P&D, e com a formação de cientistas e engenheiros.
Quem tiver interesse em ler, pode baixar a partir deste link
http://www.sep.org.br/artigos?conference=17&title=&author=brito
sábado, 9 de junho de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Reality show "Mulheres Ricas" defende Keynes e Kalecki
No primeiro programa "Mulheres Ricas", exibido ontem pela Band, a milionária Lydia Sayed afirmou "O rico tem que gastar. Se o rico não gasta, o dinheiro não gira". Trata-se de uma visão tipicamente keynesiana e kaleckiana sobre o funcionamento da macroeconomia, pois infere que o gasto determina a renda.
Um antikeynesiano acharia que se o rico não gastasse, alguém usaria a poupança dele para investir. Mais que um keynesiano, o antikeynesiano acharia que os milionários são muito importantes para a sociedade. Mas utilizaria outro argumento. Diria que a possibilidade de desfrutar do consumo de um milionário incentivaria as pessoas trabalharem e investirem. Disso nem Keynes discordava.
Quando é dito que "O rico tem que gastar. Se o rico não gasta, o dinheiro não gira", é colocado que o mais importante é o dinheiro girar. Isso seria justificativa para o Estado criar um imposto fortemente progressivo sobre renda e sobre grandes fortunas para transferir a renda dos ricos para os pobres. Isto porque o pobre certamente gasta todo seu dinheiro, fazendo o dinheiro girar e gerando demanda. O mesmo não acontece com o rico, que muitas vezes poupa grande parte de sua renda.
De microeconomia, certamente as mulheres ricas do reality show entendem. Não precisa explicar porquê. De macroeconomia, mostraram ter idéias muito mais adequadas à realidade do que as idéias dos formuladores de política econômica nos EUA e na Europa, afundados na crise de insuficiência de demanda agregada.
Um antikeynesiano acharia que se o rico não gastasse, alguém usaria a poupança dele para investir. Mais que um keynesiano, o antikeynesiano acharia que os milionários são muito importantes para a sociedade. Mas utilizaria outro argumento. Diria que a possibilidade de desfrutar do consumo de um milionário incentivaria as pessoas trabalharem e investirem. Disso nem Keynes discordava.
Quando é dito que "O rico tem que gastar. Se o rico não gasta, o dinheiro não gira", é colocado que o mais importante é o dinheiro girar. Isso seria justificativa para o Estado criar um imposto fortemente progressivo sobre renda e sobre grandes fortunas para transferir a renda dos ricos para os pobres. Isto porque o pobre certamente gasta todo seu dinheiro, fazendo o dinheiro girar e gerando demanda. O mesmo não acontece com o rico, que muitas vezes poupa grande parte de sua renda.
De microeconomia, certamente as mulheres ricas do reality show entendem. Não precisa explicar porquê. De macroeconomia, mostraram ter idéias muito mais adequadas à realidade do que as idéias dos formuladores de política econômica nos EUA e na Europa, afundados na crise de insuficiência de demanda agregada.
domingo, 23 de outubro de 2011
Brasil ascendente, Argentina decadente. É mesmo?
Aproveitando a reeleição de Cristina Kischner para reproduzir um post de 28 de novembro de 2010
http://blogdomarcelobrito.blogspot.com/2010/11/brasil-ascendente-argentina-decadente-e.html
http://blogdomarcelobrito.blogspot.com/2010/11/brasil-ascendente-argentina-decadente-e.html
sábado, 24 de setembro de 2011
Novo site: Atlas das Eleições Presidenciais no Brasil
Há algum tempo, eu estava guardando dados sobre as eleições presidenciais brasileiras, para, quem sabe, futuramente, fazer um estudo sobre o tema.
Com tantos dados em mão, eu resolvi divulgá-los de uma forma fácil para quem tem interesse em consultá-los.
Por isso, eu criei o Atlas das Eleições Presidenciais no Brasil . Incluí os resultados gerais e por estado das eleições presidenciais brasileiras de 1945 a 2010, mapas eleitorais, rankings ideológicos de estados, capitais e municípios, e algumas estatísticas. Já acrescentei também os resultados por municípios de 1989. Em breve, acrescentarei os resultados por município de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010.
Com tantos dados em mão, eu resolvi divulgá-los de uma forma fácil para quem tem interesse em consultá-los.
Por isso, eu criei o Atlas das Eleições Presidenciais no Brasil . Incluí os resultados gerais e por estado das eleições presidenciais brasileiras de 1945 a 2010, mapas eleitorais, rankings ideológicos de estados, capitais e municípios, e algumas estatísticas. Já acrescentei também os resultados por municípios de 1989. Em breve, acrescentarei os resultados por município de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010.
sábado, 2 de abril de 2011
Guarani Futebol Clube completa 100 anos
Passado de grandes equipes. Campeão brasileiro de 1978 (único time do interior campeão brasileiro), vice-campeão brasileiro de 1986 e 1987, terceiro em 1982 e 1994, vice-campeão paulista de 1988, semifinalista da Libertadores de 1979. Revelador de Careca, Evair, João Paulo, Neto, Amoroso e Luizão. Histórico de equilíbrio e até vantagem para alguns dos times grandes de fora de São Paulo Atlético-MG: 7V, 10E, 18D Cruzeiro: 13V, 8E, 11D Botafogo: 10V, 9E, 10D Flamengo: 10V, 13E, 15D Fluminense: 10V, 8E, 14D Vasco: 18V, 10E, 12D Grêmio: 12V, 5E, 12D Internacional: 9V, 12E, 15D http://jogosdoguarani.sites.uol.com.br/ Presente vergonhoso. A última década foi um longo período de vexames. Ainda assim, nós, torcedores do Guarani repudiamos ter "segundo time".
quinta-feira, 31 de março de 2011
Pensamentos feitos em um 31 de março
Quando se conta a história dos Estados Unidos, a perspectiva de George Washington e Thomas Jefferson basta. Ninguém tem interesse em saber o que os redcoats pensavam.
***
Quando se conta a história da Inconfidência Mineira, pensamos em Tiradentes. E não damos bola para a versão da Maria, a Louca.
***
Quando os franceses comemoram o 14 de julho, não estão nem aí para o que Luís XVI pensava.
***
Quando a história da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos é lembrada, o nome que mais aparece nas mentes é Martin Luther King. Quem quer ouvir o lado dos segregacionistas sulistas?
***
Na mais recente Copa do Mundo, falou-se muito sobre a luta e a prisão de Nelson Mandela. Nenhum jornalista (que eu conheça) teve a idéia de mostrar o lado do apartheid.
***
Quando se conta a história da Resistência Francesa e da Resistência Italiana na Segunda Guerra Mundial, o lado dos soldados alemães é ignorado. Os resistentes usaram tiros e bombas, mas não se cobra a necessidade de condenar a violência dos dois lados.
***
Na luta pela criação do Estado de Israel, os sionistas atacaram colonizadores britânicos. Mesmo assim, ninguém considera que Israel é um Estado fundado por terroristas.
***
Mas quando se conta a história do Brasil no período compreendido entre 31 de março de 1964 e 15 de março de 1985, virou mania exigir imparcialidade, equilíbrio, equidistândia, e mostrar "os dois lados".
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Quando se conta a história da Inconfidência Mineira, pensamos em Tiradentes. E não damos bola para a versão da Maria, a Louca.
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Quando os franceses comemoram o 14 de julho, não estão nem aí para o que Luís XVI pensava.
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Quando a história da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos é lembrada, o nome que mais aparece nas mentes é Martin Luther King. Quem quer ouvir o lado dos segregacionistas sulistas?
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Na mais recente Copa do Mundo, falou-se muito sobre a luta e a prisão de Nelson Mandela. Nenhum jornalista (que eu conheça) teve a idéia de mostrar o lado do apartheid.
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Quando se conta a história da Resistência Francesa e da Resistência Italiana na Segunda Guerra Mundial, o lado dos soldados alemães é ignorado. Os resistentes usaram tiros e bombas, mas não se cobra a necessidade de condenar a violência dos dois lados.
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Na luta pela criação do Estado de Israel, os sionistas atacaram colonizadores britânicos. Mesmo assim, ninguém considera que Israel é um Estado fundado por terroristas.
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Mas quando se conta a história do Brasil no período compreendido entre 31 de março de 1964 e 15 de março de 1985, virou mania exigir imparcialidade, equilíbrio, equidistândia, e mostrar "os dois lados".
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